INVICTUS

INVICTUS

William Ernest Henley, Poeta inglês ((1849-1903)

Tradutor: Sergio de Sersank

 

Diante da noite que se estende

por negra, imensurável vala,

sou grato a um deus qualquer que incende

minh’alma: nada a avassala.

 

Nas mais nefastas circunstâncias

com honra lutei pela vida.

Dos revezes, no pó das distâncias,

trago em sangue a cabeça erguida.

 

P’ra além deste covil de enganos

algo se esboça. O Horror, no entanto,

da sombra e a ameaça dos anos

persistem sem causar-me espanto.

 

Fechem portas ao peregrino;

inflijam-lhe a tortura e o trauma:

sou o senhor do meu destino;

sou o  capitão de minh’alma.

 

 

Londrina, 20 de agosto de 2017.

 

Invictus

 

Por William Ernest Henley (1849-1903)

 

Out of the night that covers me,

Black as the pit from pole to pole,

I thank whatever gods may be

For my unconquerable soul.

 

In the fell clutch of circumstance

I have not winced nor cried aloud.

Under the bludgeonings of chance

My head is bloody, but unbowed.

 

Beyond this place of wrath and tears

Looms but the Horror of the shade,

And yet the menace of the years

Finds and shall find me unafraid.

 

It matters not how strait the gate,

How charged with punishment the scroll,

I am the master of my fate:

I am the captain of my soul.

………………….

 

BIOGRAFIA DE WILLIAM ERNEST HENLEY

 

Era o primogênito de seis irmãos, filho de um modesto vendedor de livros. Apesar da difícil condição financeira, seu pai conseguiu enviá-lo para uma escola secundária, a Crypt Grammar School, que não pode concluir por motivos de saúde e financeiros. Tinha apenas doze anos de idade quando foi diagnosticada sua artrite decorrente do bacilo da tuberculose.

Aos 16 anos teve a perna esquerda amputada abaixo do joelho. Em 1867, perdeu seu pai, tornando-se arrimo de sua mãe viúva e de seus irmãos. Em 1869, mudou-se para Londres onde conseguiu emprego como jornalista autônomo. Em 1872, sua doença o compeliu a viajar em tratamento para EdimburgoEscócia, onde escreveu a coleção de poemas In Hospital e se apaixonou por Anna Boyle, com quem viria a se casar.

Em 1875, tornou-se amigo íntimo de Robert Louis Stevenson, que fora levado ao hospital para o conhecer. Nesse mesmo ano teve alta e retornou a Londres, onde se tornou editor da revista London.

Em 1878, casou-se com Anna Boyle com quem teve sua única filha, Margaret, em 1888, que faleceu de meningite apenas cinco anos depois.

Em 1889, tornou-se editor da revista Scots Observer, onde, nesse mesmo ano, escreveu uma crítica desfavorável de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, que desencadeou uma célebre controvérsia entre ambos.

Henley era um homem entusiasmado e apaixonado, com opiniões veementes e emoções intensas, e teve discussões com muitos outros contemporâneos. Permaneceu como editor da Scots Observer, cujo nome mudara para “National Observer”, até 1894.

Morou em várias cidades inglesas com sua esposa. Morreu em 1903 de tuberculose.

Foi sepultado em St John the Baptist ChurchyardBedfordshire na Inglaterra.

Sua grande publicação foi The Song of the Sword, em 1892.

O seu poema mais famoso é Invictus.

Morou em várias cidades inglesas com sua esposa. Morreu em 1903 de tuberculose. Foi sepultado em St John the Baptist ChurchyardBedfordshire na Inglaterra.

Sua grande publicação foi The Song of the Sword, em 1892. O seu poema mais famoso é Invictus.

 

Fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Ernest_Henley

19ago2017

 

…………………………………….

 

 

William Ernest Henley

Biografía

El poeta William Ernest Henley nació en Gloucester (Inglaterra) el 23 de agosto de 1849; fue el mayor de los seis hijos de William Henley, un bibliotecario profesional, y Mary Morgan, descendiente del crítico y poeta Joseph Warton.

El futuro escritor estudió en la Crypt Grammar School entre entre 1861 y 1867; entre los 1857 y 1863 cuando el educador, poeta y teólogo Thomas Edward Brown fue director de la escuela, Henley recibió una profunda influencia de su personalidad. Además de establecer una larga amistad con él, escribió en el New Review (en diciembre de 1897) un obituario en el que la admiración por Brown, resulta evidente.
A la edad de doce años Henley cayó gravemente enfermo de tuberculosis, por lo que fue necesaria la amputación de la parte inferior de su pierna izquierda.

Durante toda su vida la enfermedad no le dio tregua, sin embargo Henley era una persona con una fortaleza extraordinaria: se graduó en 1867 y se trasladó a Londres para empezar la profesión de periodista. Durante los siguientes ocho años, pasó largas temporadas en el hospital, sufriendo también el riesgo de amputación de su pie derecho. Henley se opuso a esta segunda intervención, aceptando convertirse en paciente en el Royal Infirmary de Edimburgo, a cargo de Joseph Lister (1827-1912), uno de los pioneros de la cirugía médica moderna.
Después de tres años en el hospital (1873-1875) fue dado de alta, y aunque la cura de Lister no fue del todo acertada, esto le permitió, sin embargo, vivir de forma independiente durante los siguientes treinta años.
Fue en 1875, mientras se encontraba en el hospital, que escribió su poema más conocido, “Invictus“, dedicado a Robert Thomas Hamilton Bruce (1846-1899) que se convirtió en aún más famoso en 2009 cuando el director Clint Eastwood dirigió la película “Invictus“, en la que el presidente sudafricano Nelson Mandela (interpretado por Morgan Freeman) utiliza la poesía como inspiración para aliviar los primeros años de su encarcelamiento durante el apartheid y luego para alentar al capitán del equipo de rugby de Sudáfrica, Francois Pienaar (Matt Damon). La palabra “Invictus” viene del latín y significa “invencible”, es decir, “Nunca derrotado”.
William Ernest Henley fue un gran amigo del escritor Robert Louis Stevenson, quien en su famosa obra “La isla del tesoro”, insertó la figura del pirata Long John Silver, basándose precisamente en la figura de Henley: el ahijado de Stevenson, Lloyd Osbourne, corroboraría esta noticia, describiendo a Henley como “un individuo grande, sanguíneo, de espaldas anchas, con una gran barba roja y una muleta, jovial, sorprendentemente ingenioso, y con una risa que sonaba como la música, tenía una vitalidad y una pasión inimaginable, era absolutamente arrollador“.
Sus principales obras son “Un libro de versos” (1888), “Tendencias y Opiniones” (1890) y “La Canción de la Espada” (1892), retitulado posteriormente “Voluntarios de Londres” en la segunda edición de 1893.

William Ernest Henley murió el 11 de julio 1903,  en Woking (cerca de Londres).

Fonte:

https://www.biografias.es/famosos/william-ernest-henley.html

20ago2017

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