Archive for abril \29\UTC 2012

GRAVURA – Poemas – Textos no Luso-Poemas – Luso-Poemas

GRAVURA – Poemas – Textos no Luso-Poemas – Luso-Poemas.

APOCALIPSE (O POEMA INDESEJÁVEL) – Poemas de reflexão – Poemas e Frases – Luso-Poemas

APOCALIPSE (O POEMA INDESEJÁVEL) – Poemas de reflexão – Poemas e Frases – Luso-Poemas.

 

APOCALIPSE (O Poema Indesejável)

Imagem do Google, disponível em 

“… E  vi  um  novo  céu  e  uma  nova terra. Porque  já
o primeiro  céu  e a  primeira  terra  passaram,  e  o  mar  já  não  existia.”
(Apocalipse, XXI : 1)
… Ainda há pouco ouviram
 (os que se debatiam, agonizantes
em meio aos escombros),
grande explosão nas nuvens.

Depois, a sucessão interminável
De estrépitos menores
no solo em estertores.
     
Da mais temida tempestade
as derradeiras luzes
vergastam, vigorosamente,
a  crosta  planetária.

Exibem para os sóis na Imensidade
o horror do grande ocaso,
o imenso caos.

Por fim, instaura-se, lenta,  
a mais negra e pesada das noites.
Frio terrível.
Estranhos odores
alastram-se aos uivos do vento da morte.

Assim, a interstícios,
domina o silêncio. 
Absoluto.

Não mais o pulsar do tempo.
Nem uma luz peregrina
no imenso e profundo abismo
que os mais aptos filhos da vida 
chamavam de Terra…    

22 de abril de 2012 (DIA MUNDIAL DA TERRA)

(Da coletânea “Estado de Espírito”)

CANTIGA DO AMOR EFÊMERO – Poemas de desilusão – Poemas e Frases – Luso-Poemas

CANTIGA DO AMOR EFÊMERO – Poemas de desilusão – Poemas e Frases – Luso-Poemas.

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Um crime, se me permites,
leitor, revelar-te-ei:
a mais linda das mulheres
eu, insensato, magoei.
Por breves, diáfanos dias,
foi-me ela a Sherazade
que, em sonhos de mil e uma noites,
corporifiquei.
Amou-me. Também a amei.

Mas sem desculpa plausível,
fleumático, inacessível,
ontem a noite, (que noite!)
assim, sem mais e sem menos,
a diva, a lívida Vênus,
eu para sempre deixei.

Por certo que chora, ela, 
como estrela de novela,
no cenário em que atuei.
O “script” não trazia
essa abrupta cisão.
Mas, este meu coração
já, por fim, petrificou-se.
desiludiu-se, não sei…

Já, por fim, pesa-me, imensa,
outra aonírica noite
na qual, mesmo à luz dos dias,
para sempre me embrenhei…

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=219516#ixzz1sAZtVdGY
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LA PREMANTA POEMO /O POEMA DA INQUIETAÇÃO – Poemas – Poemas e Frases – Luso-Poemas

LA PREMANTA POEMO /O POEMA DA INQUIETAÇÃO – Poemas – Poemas e Frases – Luso-Poemas.

POEMA DE INQUIETAÇÃO

Imagem

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Que são nossas vidas, amigo,

nesta imensa e bela Argos

que um Posseidon do Universo

nos deu por embarcação?

 

Ilustrações, arabescos

em livros abandonados

por ébrios, gloriosos deuses,

nos véus da vasta amplidão?

 

Nada nas volutas da Galáxia.

Nada, assim como o são os mundos

que se perdem no infinito,

ao ritmo perene da expansão.

 

Ou são mesmo vidas, irmão?


(Da coletânea “Estado de Espírito”)

ROGATIVA – Sonetos – Poemas e Frases – Luso-Poemas

ROGATIVA – Sonetos – Poemas e Frases – Luso-Poemas.

ROGATIVA - Sonetos - Poemas e Frases - Luso-Poemas

http://www.tuespetrus.org/wp-content/uploads/2012/02/jesus_crucificado-300×225.jpg


Senhor Jesus, fonte de amor, verdade e vida,
Por dádivas me deste uma senda a seguir
E a cruz menor que me compete conduzir
Adiante, por mais íngreme a subida.

Devo olhar para frente, lembrar-Te, ao cair,
Sofrer sem murmurar.  Sob as farpas da lida
Calar-me e persistir, manter a fronte erguida…
Nada me turve os horizontes do porvir!

Preciso humildemente devotar-me ao bem       
Sentir-me agraciado ao ajudar alguém
E ver somente irmãos, jamais um inimigo…

Aprimorar-me – seja o lema dos meus dias.
E por mais nada eu troque as doces alegrias
De estar somado aos últimos que tens Contigo!…


(Do Opúsculo  “Oásis de Luz”, de Sersank)