Archive for março \31\UTC 2012

BILHETE PARA NÃO SER ENTREGUE – Poemas de saudade – Poemas e Frases – Luso-Poemas

BILHETE PARA NÃO SER ENTREGUE – Poemas de saudade – Poemas e Frases – Luso-Poemas.

ESPERANTO

 

Esperanto

O esperanto é a língua artificial mais falada no mundo. Ao contrário da maioria das outras línguas artificiais, o esperanto saiu dos níveis de projeto (publicação de instruções) e semilíngua (uso em algumas poucas esferas da vida social).

Seu iniciador, o médico polaco Ludwik Lejzer Zamenhof (Luiz Lázaro Zamenhof, em português), publicou a versão inicial do idioma em 1887, com a intenção de criar uma língua de mais fácil aprendizagem, que servisse como língua franca internacional, para toda a população mundial (e não, como muitos supõem, para substituir todas as línguas existentes).

O esperanto é empregue em viagens, correspondência, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio. Alguns sistemas estatais de educação oferecem cursos opcionais de esperanto, e há evidências de que auxilia na aprendizagem dos demais idiomas.

Ludwik Lejzer Zamenhof vivia em Bialystok (atualmente na Polónia, na época Império Russo). Em Bialystok moravam muitos povos e falavam-se muitas línguas, o que dificultava a compreensão, mesmo nas mais quotidianas situações, o que o motivou a criar uma língua auxiliar neutra, a fim de solucionar o problema.

Durante a adolescência, criou a primeira versão da “lingwe universala”, uma espécie de esperanto arcaico. O seu pai, entretanto, fê-lo prometer deixar de trabalhar no seu idioma para se dedicar aos estudos. Zamenhof então foi para Moscovo estudar medicina. Em uma de suas visitas à terra natal, descobriu que seu pai queimara todos os manuscritos do seu idioma.

Zamenhof pôs-se, então, a reescrever tudo, adicionando melhorias e fazendo a língua evoluir.

O primeiro livro sobre o esperanto foi lançado em 26 de julho de 1887, em russo, contendo as 16 regras gramaticais, a pronúncia, alguns exercícios e um pequeno vocabulário. Logo depois, mais edições do Unua Libro foram lançadas em alemão, polaco e francês. O número de falantes cresceu rapidamente nas primeiras décadas, primordialmente no Império Russo e na Europa Oriental, depois na Europa Ocidental, nas Américas, na China e no Japão. Muitos desses primeiros falantes vinham de outro idioma planificado volapük. As primeiras revistas e obras originais em esperanto começaram a ser publicadas.

Em 1905 aconteceu o primeiro Congresso Universal de Esperanto, em Bolonha-sobre-o-Mar, na França, juntando quase mil pessoas, de diversos povos.

Todo o movimento esperantista avançava a passos largos e seguros, mas com o evento das duas guerras mundiais o movimento teve um recuo amedrontador: as tropas comandadas por Hitler perseguiam e matavam os esperantistas na Alemanha e nos países dominados por esta; as tropas de Stalin faziam o mesmo na Rússia; a família de Zamenhof foi dizimada; no Japão e na China, a perseguição ao esperanto também ganhou proporções assustadoras.

Após a segunda grande guerra, o esperanto reergueu-se. Em 1954, a UNESCO passou a reconhecer formalmente o valor do esperanto para a educação, a ciência e a cultura, e, em 1985, novamente a UNESCO recomendou aos países membros a difusão do esperanto.

Após 1995, com a popularização e disseminação da Internet, o movimento esperantista ganhou uma nova força propulsora. Um exemplo de como está a situação atual do esperanto é ver o número de artigos na língua na Wikipédia: mais de 140 000 em janeiro de 2011, com índice de profundidade 13 — números maiores do que os de muitas línguas étnicas.

Informação retirada da página Wikipédia de Esperanto


PARTIDA DE XADREZ – Sonetos – Poemas e Frases – Luso-Poemas

PARTIDA DE XADREZ – Sonetos – Poemas e Frases – Luso-Poemas.

PARTIDA DE XADREZ

PARTIDA DE XADREZ
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” – O mundo – certa vez me disse alguém –
é um palco de vitórias e fracassos.
A vida a nos cobrar prudentes passos
é um jogo de xadrez, pensando bem.”

Sei hoje quanto de verdade tem
a analogia, embora indefinida.
Viver é um desafio, uma partida
que disputamos sem saber com quem.

A tática, a estratégia de batalha,
o avanço, o retrocesso, o acerto, a falha –
os atos bons ou maus – são nossos lances.

Mal jogador que sou e já sem chances,
o duro “cheque–mate” esperarei.
Perco a partida, mas não tombo o rei.

(Soneto composto em 1971)

Sergio de Sersank

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AO LEVE ROÇAR DA BRISA – Poemas – Poemas e Frases – Luso-Poemas

 

AO LEVE ROÇAR DA BRISA



Fonte:
Foto extraída do Banco de Imagens do Google


Numa visita ao jazigo 
de velho poeta amigo, 
à sombra de ermo cipreste,
surpreendi-me: a lousa fria,
como página vazia,
guardava o sereno epitáfio do mestre.

Lembrando-lhe o rosto risonho e tranqüilo, 
uns versos, dispersos,
à volta, entrevi. 
À brisa não culpem, 
se, pobres de estilo, 
grafei-os aqui: 

 – É apenas a estória 
do tédio de uma vida 
– essa que, incauto poeta,  escrevi. 
Vinha de intérmina infância. 
Brincando de viver, ganhei distância 
e, saturado da vida, 
como tantos, a perdi.    
                                         
Nisto consiste o viver: 
compor como personagem 
da intérmina, estranha estória 
humana, um malogro a mais.

Ícaros, alçamos sob as asas
que se desfazem em penas 
sonhos de voos triunfais.

Os homens são argonautas. 
Nos nevoeiros do tempo 
têm seus destinos e avançam, 
avançam. Urge avançar. 
Mas, sabem: os seus veleiros 
soçobram no grande mar.”  

                                                
(Poema de Sersank para o livro “Estado de Espírito”)



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AO LEVE ROÇAR DA BRISA

de velho poeta amigo,    

à sombra de ermo cipreste,

surpreendi-me: a lousa fria,

como página vazia,

guardava o sereno epitáfio do mestre.


Lembrando-lhe o rosto

risonho e tranqüilo,

uns versos, dispersos,

à volta, entrevi.

À brisa não culpem,

 se, pobres de estilo,

 grafei-os aqui:


– “É apenas a estória do tédio de uma vida –

essa que, incauto poeta,  escrevi.

Vinha de intérmina infância.

Brincando de viver, ganhei distância

e, saturado da vida,

como tantos, a perdi.

                                             

Nisto consiste o viver:

compor como personagem

da estranha, intrincada estória

humana, um malogro a mais.

Ícaros, alçamos sob as asas

que se desfazem em penas

sonhos de vôos triunfais.

Os homens são argonautas.

Nos nevoeiros do tempo

têm seus destinos e avançam,

avançam. Urge avançar.

Mas, sabem: os seus veleiros

soçobram no grande mar.”

 (Do Livro de Sersank, “Estado de Espírito”)

dia mundial da água

dia mundial da água

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

 

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

Em 22 de março de1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o “Dia Mundial da Água”, publicando um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”. Eis o texto que vale uma reflexão:

1.- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2.- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3.- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

4.- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

5.- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

6.- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7.- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8.- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9.- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10.- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.