Archive for dezembro \30\UTC 2010

VINTE QUADRAS DO CORAÇÃO – Poemas de reflexão – Poemas e Frases – Luso-Poemas

Para todos os meus amigos e amigos  desejando-lhes Feliz ANO NOVO!!!!

 

VINTE QUADRAS DO CORAÇÃO – Poemas de reflexão – Poemas e Frases – Luso-Poemas.

AHINSA – Poemas de reflexão – Poemas e Frases – Luso-Poemas

A terra se nutre de sangue…

AHINSA – Poemas de reflexão – Poemas e Frases – Luso-Poemas.

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HAIKAIS – Haikais – Poemas e Frases – Luso-Poemas

Poemas de Sersank

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HAIKAIS –

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HAICAIS

 

Holocausto

Jamais uma rês

Susp  suspeite o custo do pasto.

Sacie-se em paz!…

 

Definição

Amar não está

No prender-se ao que se quer.

Amar é se dar.

 

Intuição

Porque dos astros egressos,

os astros nos lembram

os que nos deixaram.

 

Vandalismo

Duendes co’a brisa

passam, desfolham as rosas

e, a rir, vão-se embora…

 

Sensatez

É apenas detalhe

o abutre no campanário.

O céu está azul.


Gravura

Senhor do seu poderio,

na tarde de estio,

o sol se banha no mar.

FAQ sobre o Esperanto

•dezembro 24, 2010 • Deixe um comentário

1) Esperanto? O que é isso?

R.: É uma língua criada pelo lingüista e médico oftalmologista L. L. Zamenhof, com o intuito de que todo o mundo a adote como a ponte entre todos os povos. É uma língua planejada, sem exceções gramaticais, regular, simples e além de tudo neutra, pois não é de nenhum povo em particular, e sim de todos os povos. Ou seja, ninguém precisa abrir mão da sua língua materna, o que é um patrimônio e precisa ser preservado. Porém em relações internacionais, usa-se o esperanto. Assim, tudo será mais democrático e barato. Para mais informações, veja a seção “O que é Esperanto?” no nosso menu.

2) Mas e o inglês? Se temos o inglês, que o Esperanto se exploda, não precisamos dele.

R.: O inglês nunca se firmará como língua internacional, pois como toda língua natural, é muito difícil. Tudo bem, muitos dizem o contrário, mas então vamos pensar sobre esse assunto. O inglês é cheio de regras, e dentro dessas regras existem inúmeras exceções. Hoje em dia, nós brasileiros estudamos inglês ao menos desde a 5ª série do ensino fundamental, sem falar nas escolas particulares que geralmente começam a ter inglês como matéria no pré-primário. Escolas de língua inglesa existem em cada esquina. Cursos em forma de revistas são encontrados em todas as bancas, com direito a fitas k-7, CD, e toda a parafernália. Filmes em inglês, nem se fala. E com tudo isto a favor, quantos que REALMENTE falam inglês? Bom, como disse, o inglês é uma língua riquíssima em exceções e nacional. Pense, por exemplo, naquela gama de verbos irregulares (to eat, to buy, e outros). Pense na não-lógica da pronúncia da língua inglesa. Pense no dinheiro e no tempo gastado para aprender o inglês. Muitos jovens do mundo todo se inscrevendo em programas de intercâmbio para países anglófonos, jovens coreanos fazendo cirurgias linguais para melhor falar inglês, enquanto os anglófonos… …ah, os anglófonos possuem a enorme vantagem de possuir o english como língua materna, e estudarem outra língua por prazer e livre e espontânea vontade. Lembre-se, apenas 6% a 9% do mundo falam inglês. Você acha certo 91% a 94% serem obrigados nesse mundo globalizado a aprenderem a língua inglesa? Nós já vivemos sob esse grande bombardeio do inglês no Brasil e poucos possuem o real interesse de aprender. Isso já nos diz muito.

Como diz o professor Pedro Cavalheiro, os anglófonos apoiam o inglês dado como matéria nas escolas, porque este forma consumidores fiéis de seus países. “…a escola FORMA. E nesse caso, forma consumidores dóceis da cultura norte-americana e inglesa. Consumidores de música, cinema, turismo e tudo mais que nos chegue em inglês. É fácil constatar. Se eu colocar aqui para tocar um Rock em, digamos, japonês ou grego, muita gente vai rir ou achar estranho demais. Mas ouvimos Rock em inglês, que é língua de origem antípoda à nossa, como já dissemos, e achamos ‘natural’, ‘bonito’. Nossos ouvidos foram treinados para gostar, para não estranhar, para consumir. E assim a escola atingiu o único objetivo que tem podido alcançar com o ensino do inglês: formar consumidores de inglês. Não falantes. Não leitores. Não usuários. Não beneficiários. Apenas dóceis consumidores.” Afirmou ele em sua palestra no evento “O Esperanto nas Arcadas” ocorrido em 10 de outubro de 2003 na Faculdade de Direito da USP no Largo do São Francisco.

Queria deixar bem claro, ninguém precisa deixar de aprender inglês. Mas é preciso parar de tratar o inglês como língua internacional. Adotando o esperanto, que é muitas vezes mais fácil, gasta-se menos tempo, menos dinheiro, e é mais democrático. Outra coisa que ninguém sabe, quem aprende esperanto aprende inglês e quaisquer outras línguas mais facilmente.

3) Ora, não seria muito mais fácil escolher o chinês, que é o idioma mais falado no mundo?

R.: Não é aconselhável. É um idioma extremamente difícil. Pense apenas na enorme quantidade de ideogramas que deverá ser aprendido apenas para ler um simples jornal (pense em um número bem grande, uns 5 mil por aí, ou mais). E uma língua internacional tem que ser simples, fácil, prática e neutra, o que certamente o chinês não é. Por mais que a língua chinesa seja a mais falada no mundo, vale muito mais a pena por diversos motivos (facilidade, gastos, etc.) os não-esperantistas aprenderem esperanto do que os não-sinófonos aprenderem o chinês!

4) Certo, certo… Mas o esperanto não é a língua dos espíritas?

R.: Os espíritas utilizam a língua com muito sucesso, mais precisamente desde 1910. Mas o esperanto não tem nada a ver com religião nenhuma, como foi dito, foi projetado para o mundo todo, não apenas para esta ou aquela religião. Para confirmar isto, há alguns fatos, não vou citar tantos para não cansar, mas alguns que quebre este estereótipo de “língua dos espíritas”:

  1. Zamenhof, o criador do esperanto, era judeu, apesar de não ser muito religioso;
  2. O xintoísmo Oomoto em todo o mundo, mas principalmente no Japão, utiliza o esperanto do mesmo modo que os espíritas;
  3. No Vaticano existe a Radio Vaticana, católica, que transmite sinais para todo o mundo em esperanto; em Roma, na Itália, fica a sede da União Esperantista Católica Internacional; na cidade do Rio de Janeiro está a sede da Organização Esperantista Católica do Brasil.
  4. Ah, sem contar que no mundo existe a ATEO (Associação de ateus esperantistas) e muitas outras organizações não só de cunho religioso mas também organizações de esperantistas no ramo técnico-científico, filosófico, cultural e etc.

Portanto, podemos concluir que o esperanto não é a língua dos espíritas, e nem de religião nenhuma, e sim a língua universal! O esperanto sempre foi tachado erroneamente de uma coisa ou outra, muitas vezes por evitar a propagação! Sim, já foi rotulado de judeu, de comunista, de tudo o que vocês imaginam. Já foi tachado diversas coisas, muitas vezes propositalmente. Já foi inclusive proibido em países como Japão, Alemanha, Rússia e Portugal. Inclusive não faz tanto tempo assim (Guerra do Golfo), o único professor de Esperanto foi expulso do Iraque por Saddan Husseim! É agora a hora de esclarecer tudo.

5) Hummm… Mas então, o esperanto é fácil de aprender?

R.: Pelo menos é muito mais fácil que aprender inglês ou qualquer outra língua. No esperanto, todos os verbos são regulares, todas as pessoas são conjugadas igualmente, existem apenas 16 regras gramaticais. E dentro destas regras nenhuma possui exceção. A pronúncia também segue uma lógica. O que mais? São muitas vantagens. E por aí vai, como foi dito, é uma língua planejada e regular! Já o inglês, que muitos defendem, possui o maior número de verbos irregulares do mundo entre as línguas (sim, está no Livro dos Recordes, o Guiness Book!).

6) Então, mas onde posso aprender esperanto?

R.: Pelo Brasil e pelo mundo, há vários lugares que possuem grupos que estudam esperanto, e para participar, geralmente paga-se absolutamente nada, quando muito apenas os livros, que são muito baratos e acessíveis por sinal. Geralmente ninguém almeja ganhar dinheiro com o esperanto, aliás, seria muito bom ganharmos dinheiro ensinando a “internacia lingvo” mas o principal objetivo dos esperantistas e que o esperanto seja divulgado no mundo todo, mesmo ensinando de graça ou por preços simbólicos. Aqui mesmo neste site, há links muito bons sobre sites, cursos grátis, associações esperantistas, etc. Em muitas universidades do Brasil e do mundo há cursos de esperanto, temos como exemplo a Unicamp (Campinas-SP) e a USP (São Paulo-SP)… Também pode-se pesquisar pela internet. Há inúmeros congressos pelo mundo afora, muitos esperantistas trocando cartas e e-mails entre si… E há no IRC o canal #esperanto das redes VirtuaLife e BrasNET. Acontece anualmente também um congresso mundial de esperanto (em uma cidade em qualquer lugar do mundo escolhida pela Associação Universal de Esperanto) e em vários países ocorrem congressos a nível nacional, estadual, municipal, regional, fora alguns encontros. No Brasil, o congresso nacional de 2003 foi em Venda Nova-MG (próximo a Belo Horizonte), e o de 2004 será realizado em Maceió-AL.

7)Mas é uma língua que pouca gente fala…

R.: Depende. Há pelo menos 3 milhões de pessoas que falam esperanto fluentemente em todo o mundo. Alguns dizem que existam até 10 milhões. É muito difícil chegar a um número exato, pois em 1 ano de estudo uma pessoa já pode estar falando razoavelmente bem, então dependendo da divulgação, o número de falantes pode aumentar bastante de um ano a outro. Com a internet, esse número têm aumentado ainda mais. O Esperanto hoje é uma língua reconhecida e incentivada pelos seus méritos e qualidades pela ONU e pela UNESCO, e já ganhou 5 Prêmios Nobel. Seria bom lembrar que, o esperanto tem menos de 120 anos de vida. O inglês, o português, o castelhano, o francês, e outras ‘grandes’ línguas demoraram muito mais para serem hoje o que são. Se fizermos uma analogia do esperanto com uma criança, o esperanto seria um garoto de 6 meses que lê, escreve, toca violino, acordeom, faz equações de 2º grau de cabeça e ainda sabe alguma coisa de computador. Lembre-se do tempo que demorou pro inglês sair da pequenina ilha britânica e se propagar pelo mundo. Ou pro português ser hoje o que é. Há o seguinte fato, o esperanto é falado em 110 países, nos 4 quadrantes do mundo, o que falta é pessoas se informarem mais sobre, abandonar os estereótipos que o esperanto possui hoje e estar aberto a aceitar uma idéia nova e boa. E perdão, não aprender o Esperanto somente porque “pouca gente fala” não é inteligente. Se você aprender, já é um falante a mais. E se outra pessoa resolve fazer o mesmo, e outra, e outra, pronto, temos mais falantes! Agora, com braços cruzados e sem atitude, com todos pensando “como há poucos falantes não vou aprender”, não resolveremos nada nesse mundo. Como disse, ninguém precisa abrir mão de seu idioma materno, muito menos de aprender língua nenhuma, mas nenhuma língua nacional tem condição nos dias de hoje de ser a língua universal.

Perguntas e respostas retiradas de um folheto da Liga Brasileira de Esperanto e do TTT-ejo do Grupo Esperantista da Baixada Santista, e adaptadas por Felipe de Oliveira Queiroz.

Publicado em FilosofiaEducaçãoEsperantoCultura
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Fonte:

Blog dos Superbrazucas – http://superbrazucas.wordpress.com/

acesso em 26dez2010

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